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Durou 25 anos, apesar de tudo um quarto de século!

Vamos assistir, nos próximos tempos, a um branqueamento de tudo o que se passou na EMEF com o único objectivo de mascarar o fim da empresa. Este branqueamento é necessário para manter o apoio da CT e da CGTP que, à liquidação da empresa, chama integração na CP.

A liquidação da EMEF teve dois pontos altos, o primeiro foi a negociação do contrato de manutenção da MdP, por valores abaixo do custo, com o único objectivo de permitir ao governo da altura novo contrato de exploração da rede do Metro. Nesta negociação, a EMEF, granjeou dois importantes inimigos, a Bombardier e a Comissão Europeia, após queixa, em Bruxelas, da primeira.

Quem ficou a ganhar, por muitos anos, foi a, na altura, Presidente da Empresa, que, logo de seguida, saiu para uma das maiores sinecuras do País, os Reguladores, onde, como se sabe, pagam salários luxuosos.

Em nome da queixa, em Bruxelas, os inimigos da EMEF começaram a criar o ambiente propicio ao fim da Empresa, lembram-se? Eram os apoios indevidos da CP, no valor de 90 milhões de euros, que agora ameaçavam a empresa, estava lançado o anátema.

Aparece, então, o segundo ponto alto do ataque, a entrega a privados. Durante um ano, a empresa, andou a ser preparada para isso, mas a coisa falhou. Embora tivesse falhado a privatização, a CP manteve-se determinada, no fim da EMEF, e preparou o terreno. Bastou-lhe não preparar qualquer concurso público para a manutenção do material circulante para liquidar de vez a EMEF, e, assim, obrigar à sua integração.

É que, para o trabalho da EMEF possa ser considerado "in house", não pode ter mais de 20% da sua facturação fora da CP.

Assim nasce a ideia da 2.ª EMEF, ou seja, para cumprir os contratos existentes com a Medway e a MdP, depois logo se vê. Está-se mesmo a ver o futuro desta mini EMEF. Alguns, em nome da sobrevivência, no futuro, desta mini-EMEF, queriam-lhe juntar a reparação dos rotáveis da CP, mas era demasiado escandaloso.

A EMEF acabou pela mão da Direita, com o apoio da CT e da CGTP, em nome da integração na CP, e o branqueamento do PS. Durou 25 anos, apesar de tudo um quarto de século!
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