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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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Presidente da CP contra "visão economicista"

Todos sabemos que o importante é garantir a mobilidade das populações, em condições de segurança, conforto e eficácia económica, mas também não há que ignorar que o comboio é, em muitas regiões do país e do mundo, um símbolo relevante para a afirmação dos direitos de cidadania das populações servidas.

Daí a percepção da sua função social ir muito para além da visão meramente economicista dos problemas de ausência de rentabilidade financeira, o que nos exige uma permanente pedagogia de esclarecimento sempre que se privam aquelas deste modo particular de transporte.



Passam hoje, 28 de Outubro, 155 anos desde a inauguração do caminho-de-ferro em Portugal, efeméride que não poderá deixar de ser lembrada neste flash_grupoCP.

Volvidos quase 200 anos sobre a ideia de George e Robert Stephenson, de colocar sobre carris a sua "máquina infernal", verdadeira "invenção do demo", o comboio atravessa hoje todos os continentes, transportando consigo e em si o progresso e o desenvolvimento tecnológico.

Várias vezes pronunciado o seu fim e outras tantas renascido como a "solução" globalmente sustentável para o transporte de pessoas e bens, o comboio sempre esteve no centro de acesas e apaixonadas polémicas, quer nos mais qualificados e especializados fóruns mundiais, quer ao nível da intervenção das populações locais sempre que confrontadas com o risco do seu desaparecimento e substituição por outros meios de transporte público.

De facto, se no início da aventura ferroviária o "monstro de ferro" nem sempre foi o convidado mais bem-vindo por muitas vilas e aldeias, actualmente o dispor de uma ligação por comboio vai muito para além da função utilitária que esta máquina proporciona.

Todos sabemos que o importante é garantir a mobilidade das populações, em condições de segurança, conforto e eficácia económica, mas também não há que ignorar que o comboio é, em muitas regiões do país e do mundo, um símbolo relevante para a afirmação dos direitos de cidadania das populações servidas.

Daí a percepção da sua função social ir muito para além da visão meramente economicista dos problemas de ausência de rentabilidade financeira, o que nos exige uma permanente pedagogia de esclarecimento sempre que se privam aquelas deste modo particular de transporte.


Mas, aparte polémicas mais ou menos datadas no tempo, a verdade é que o modo ferroviário, tal como Phoenix renascida, continua hoje a ser uma referência incontornável como solução moderna, eficiente e competitiva para o transporte de passageiros e mercadorias.

Virada a página da crise – porque a história sempre vira a página de todas as crises – lá estará o comboio, com toda a sua pujança e encanto, pronto para continuar a dar o seu imprescindível contributo para a coesão e ordenamento dos modernos territórios plurinacionais.

Por isso, os meus parabéns por mais este aniversário e os votos de muitos mais anos de vida para o sector ferroviário.


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