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UGT considera inaceitável congelamento de salários

O secretário geral da UGT considerou hoje que é "totalmente inaceitável qualquer congelamento de salários na Administração Pública", afirmando que algumas destas medidas podem aumentar a contestação social.

"Para nós, é totalmente inaceitável qualquer congelamento de salários na Administração pública, e portanto pretendemos discutir essa matéria, como pretendemos discutir outras matérias na área das políticas sociais mas também na área das políticas económicas", afirmou João Proença, no final da reunião da concertação social com o primeiro ministro, o ministro das Finanças e com a ministra do Trabalho.

O líder sindical considerou ainda que, caso avancem muitas destas medidas como o congelamento de salários, "os tempos vão ser duros e vai haver contestação social".

"Nós consideramos que estamos perante um constrangimento fundamental que é o combate ao défice, e por isto temos que assumir de facto que temos atingir certas metas. (...) É evidente que os sacrifícios têm de ser igualmente distribuídos, é evidente que tem de haver um combate às desigualdades sociais e manifestamos claramente preocupação em termos do que é dito e da forma como é dito, relativamente aos procedimentos salariais", acrescentou.

O sindicalista considerou ainda de positiva a tributação das mais valias mas que, a existir "alguma graduação dos benefícios fiscais em sede de IRS, esta deve ser fortemente progressiva em função do volume de rendimentos", defendendo a eliminação de "muitos benefícios fiscais" e considerando "insuficientes as medidas apontadas".

"O senhor primeiro ministro diz que está aberto à discussão e que pretendia reforçar a empregabilidade e que nenhum trabalhador recebesse em subsidio de desemprego mais do que se recebe em termos líquidos quando se esta a trabalhar, vamos ver exactamente o que é essa questão", disse.

João Proença acrescentou ainda que durante a reunião os governantes demonstraram disponibilidade para negociar as medidas a incluir no Programa de Estabilidade e Crescimento, mas que o executivo em troca pede alternativas que tenham o mesmo resultado em termos de poupança.
in Lusa
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