| Refer e Gaia não se entendem lixa-se o Zé |
 "Nós não somos responsáveis por accionar os sinais. É automático. Quando os ouvimos, temos de fechar as cancelas e só quando param é que podemos voltar a levantá-las. Antes disso, corremos o risco de se dar aqui uma desgraça", explicou uma das guardas, Julieta Folgado.
E a verdade é que a situação já esteve iminente. "É uma passagem com muito trânsito e muitos peões, mas também é uma linha onde passam muitos comboios, sobretudo à hora de ponta, que é também quando vêm os pais com as crianças para a piscina", explicou a funcionária. "Não podemos fazer nada. Já nos bastam os sustos que apanhamos quando as filas de trânsito são tão grandes que os carros ficam parados em plena passagem, com a EN109 entupida e ninguém a conseguir ir para trás ou para a frente, e nós a precisar de fechar as cancelas porque há comboios a chegar", acrescentou Julieta Folgado.
A Refer disse que a construção de uma passagem desnivelada já está prevista e que estará a cargo da Câmara de Gaia. Porém, o vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, assegura que isso não corresponde à verdade.
"É inaceitável que a Refer queira atirar essa obra para a Câmara quando, por lei, é da sua inteira responsabilidade. Aliás, há muito que a Refer devia ter tratado de suprimir a passagem de nível da Granja por se tratar de uma das mais concorridas do país em termos de trânsito e das mais perigosas e por estar ininterruptamente fechada", afirmou o autarca. Leia mais aqui |
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