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O que fez acordar a laranja?

Obviamente

Mas vale a pena perguntar: o que fez, então, acordar o PSD? O que fez com que, num só dia, tenha havido tanta vontade reunida em torno do cadeirão da liderança? O que fez com que, num só dia, Paulo Rangel tenha anunciado e apresentado a sua candidatura com parcas horas de intervalo entre anúncio e apresentação, que José Pedro Aguiar-Branco tenha feito, no mesmo hiato temporal, o anúncio envergonhado, pela boca de apoiantes, da sua candidatura para dali a dois dias, o que fez com que Miguel Relvas, em nome do candidato Pedro Passos Coelho, tenha vindo dizer "presente"? A resposta é simples: o cheiro a poder.

Com um PS que já não consegue disfarçar o azedume provocado pelo desgaste político de José Sócrates em torno do caso "Face Oculta", o PSD vislumbra uma oportunidade para se afirmar verdadeiramente como alternativa, coisa que, exceptuando a vitória nas eleições europeias (mérito, de facto, de Paulo Rangel), não tem logrado alcançar. E essa tem sido também a sorte de José Sócrates. Mesmo os portugueses que o elegeram e tenham a tentação de querer mudar, porventura, só não o fazem porque não acharão as alternativas lá muito encorajantes.

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