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Locomotivas desgovernadas percorrem sete km ...
Atenção a CP é um Empresa "low cost"

Locomotivas desgovernadas percorrem sete quilómetros na linha do norte
Carlos Cipriano


Duas máquinas deslizaram a partir da estação da Pampilhosa sem que os maquinistas as imobilizassem

Duas locomotivas que efectuavam manobras na estação de Pampilhosa deslizaram pela Linha do Norte e percorreram sete quilómetros sem que o maquinista as conseguisse imobilizar porque os freios não funcionaram.
O quase acidente aconteceu na quinta-feira, pelas 11h42, quando duas máquinas da série 2500 (as mais antigas locomotivas eléctricas da CP), que circulavam atreladas uma à outra, ficaram desgovernadas tendo seguido para norte, atravessando a estação da Mealhada e só vindo a parar um quilómetro depois desta localidade.

As locomotivas estavam afectas à CP-Carga e, segundo o PÚBLICO apurou, tinham avariados o freio de serviço e o freio de emergência. Este último é um sistema de segurança redundante que, contudo, se revelou ineficaz.
Os sete quilómetros percorridos fazem parte de um troço modernizado da Linha do Norte onde os comboios podem circular a 200 km/hora, mas os rodados das máquinas fizeram accionar o sinal vermelho a outras composições que circulavam na retaguarda e que acabaram por parar e perder alguns minutos até que um tractor de manobras fosse socorrer as duas locomotivas.

O PÚBLICO contactou a CP, que respondeu que "o assunto está a ser analisado e foi nomeada uma comissão de inquérito Refer/CP para apuramento dos factos". Esta deverá certificar se houve algum erro humano na condução ou se se tratou de deficiente manutenção do material por parte EMEF (empresa participada da CP).

Na passada segunda-feira, na Linha do Minho, um agente de Refer em Caminha deu a partida ao comboio internacional Porto-Vigo sem previamente ter pedido o avanço à estação de Valença. À sua frente, seguia um comboio regional com 80 minutos de atraso e a parar em todas as estações e apeadeiros.
Ao dar pelo erro, o ferroviário ligou para o posto de comando de circulação, que contactou o revisor do comboio para accionar o sinal de alarme e esperar em plena via que a composição que o precedia chegasse à estação de Valença.


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