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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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NOVOS COMBOIOS (?)
Para que se possa ter uma ideia da peia burocrata que envolve uma compra de comboios, fique a saber que entre a decisão de compra de novos comboios (idos de 2018) até hoje não se avançou um milímetro que seja no fabrico dos mesmos. A autorização para assinatura do contrato está em análise no Tribunal de Contas (TC). Pelo andar da carruagem talvez lá para 2026 tenhamos os primeiros comboios novos que deviam cá estar, no pior das hipóteses, em 2023. Com a legislação vigente, sempre em nome da transparência, a burocracia do CCP (Contratos Públicos) e a acção do TC tudo atrasa, todas as datas são postas em causa. Bem se pode falar em Plano Nacional Ferroviária que a burocracia se encarregará de o por nas calendas gregas, ela (burocracia) é bem mais forte que o forte dos ministros...

À CP resta reparar o material circulante, parte já estava na sucata, tem feito um excelente trabalho nesse sentido, mas o reverso da medalha é que a sua manutenção tem um preço bem mais elevado e necessita de um maior número de trabalhadores para a fazer, embora tenha dificuldades em contratar porque os salários que oferece em início de carreira não convencem operários especializados cujo mercado paga melhor. Há peças para diversos tipos de material circulante que há muito estão obsoletas (décadas) e só em fabrico próprio se conseguem. Um autêntico trabalho de filigrana, bonito de ver, mas uma companhia ferroviária não pode estar dependente disto em permanência como é fácil de compreender, uma emergência não é para durar anos e anos...

Nota
Tal tipo de legislação, baseada em Directrizes Comunitárias, sempre em nome da transparência, dificulta (impede) enormemente a gestão das empresas públicas e abre portas a soluções com empresas privadas não sujeitas às mesmas regras (grande transparência como se vê). A burocracia foi agravada em Portugal por interesse directo de algumas Sociedades de Advogados que lucram milhões com a litigância que o CCP permite, quando não fomenta. Como se não bastasse, há, ainda, para as empresas públicas, a grilheta nacional das Finanças que é quem manda e tudo decide...

Francisco Fortunato
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