Concessões, é preciso um sobressalto civico

A gravidade das consequências das modificações introduzidas, pela administração da CP, nas Concessões de Viagem, junto de um número muito significativo de trabalhadores e suas famílias (EMEF e CP Carga) obriga a que o assunto seja tratado com o maior bom senso, apesar da raiva que provoca.

A questão nasce de uma auditoria à EMEF em 2011, feita pela IGF e Tribunal de Contas, que considera que os Trabalhadores da EMEF, usufrutuários das Concessão de Viagem, estão obrigados à declaração, para efeitos de IRS e TSU, do valor real pago pela EMEF à CP.

Quem quiser fazer disto uma "grande" luta com reflexos na opinião pública, estará certamente a contribuir para uma 1.ª página do Correio da Manhã e quejandos do estilo "Trabalhadores Ferroviários lutam para fugir ao Fisco".

Alertamos os Ferroviários para rejeitarem "aventureirismos", pelo contrário, apelamos aos Trabalhadores, sobretudo aos mais afetados pela medida, que dêem "conhecimento" aos presidentes da CP, EMEF e CP Carga (e-mail é uma boa opção e quantos mais melhor) relatando sumariamente as consequências devastadoras, na sua vida e dos seus familiares, pela aplicação indiferenciada de IRS e TSU a todo e qualquer tipo de viagem, feita no quadro das concessões, reclamando uma plataforma de entendimento nesta matéria tão delicada.
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