Não há ponta de volta retórica a dar. Se dúvidas houvessem, a máscara caiu definitivamente. Com o centralismo democrático de Jerónimo de Sousa, esse palrador bailarino neo-realista, presbítero em arengas às massas, a negação mais viva das sumas dignidades operárias de Bento Gonçalves e Pavel, pedindo lutas mais lutas para botar discursos e levantar punhos de marionetas como quem faz saúdes quando bebe um bagacinho numa colectividade recreativa de Pericoxe, os restos de independência controlada do sindicalismo português, as sobras do sindicalismo envelhecido da CGTP, foi suicidado às mãos do PCP. Jerónimo de Sousa vingou-se em Carvalho da Silva por nunca ter conseguido construir uma carreira sindical. Se a CGTP, antes, negou a Jerónimo uma lustrosa carreira sindical, num vectorial exactamente oposto ao de Carvalho da Silva (*), mais tarde ou mais cedo, o frustrado sindical Jerónimo (**) pagaria a desfeita com a navalha dos complexados egocêntricos.

Leia mais aqui
Voltar atrás